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26 de jun de 2011

Buto


“Conhecido mundialmente como o pai da dança Buto, juntamente com Tatsumi Hijikata (morto em 1986), Kazuo Ohno nasceu em 1906 na cidade de Hakodate, Hokkaido-Japão. Partiu para o caminho da dança quando em 1929 viu pela primeira vez, em Tóquio, a bailarina espanhola, nascida na Argentina, Antônia Mercé (La Argentina) que o envolveu por completo, dando-lhe as primeiras impressões do renascimento da dança espanhola, e impulsionou Ohno a estudar a moderna técnica de dança de Mary Wigman, coreógrafa expressionista alemã.

Tatsumi Hijikata criou e desenvolveu ações teatrais, performáticas, na década de 40, quando o Japão do pós-guerra sofria uma invasão cultural por parte do ocidente. Foi em bares, boates, cabarés e pelas ruas do submundo de Tóquio que Hijikata dava início ao que nos anos 60, essa forma marginal de expressão, como era considerada, passara a ser chamada de Ankoku Butoh, dança das trevas. Hoje simplesmente Buto. Essa forma de expressão, nascida literalmente na sarjeta, retomou tradições antigas do Japão, técnicas de dança ocidental e, antes de tudo, a idéia quase esquecida de que o dançarino não dança para si, mas para reviver algo muito maior. De acordo com palavras do próprio Ohno, ‘Buto' é uma das mais arrojadas formas de dança contemporânea, única do Japão. Expressa ao mesmo tempo tantas idéias diferentes que é impossível defini-la. Ela somente choca e surpreende’.

Ohno busca no inconsciente comum a todo homem, oriental ou não, a beleza e a decrepitude, a simplicidade e a complexidade, o cômico e o trágico. Da mobilidade e/ou imobilidade das extremidades corporais, que os braços, as pernas, o tronco, o pescoço, a cabeça levam o performático a mergulhar na viagem corporal que conduz à poesia.

Os dançarinos do Buto quase não usam vestimentas: para eles a roupa veste o corpo e o corpo a alma. E é através da alma, das emoções, da vivência de cada que são criadas as seqüências gestualísticas que formam o Buto.

A maquiagem melancólica, o branco sobre todo o corpo, faz com que os músculos sejam realçados, e suas formas expressivas delineadas em movimentos essenciais se valorizem pela ausência de pêlos.
O Butoh recupera a vitalidade e a força do corpo, de um corpo domesticado pelas atividades cotidianas e esmagado pelas regras estabelecidas. O desenho de cada gesto é simbólico. Ele estimula idéias, associações e emoções tramando uma visibilidade: as intensidades, os afetos que atravessam os corpos, a música, os movimentos, são expressos através dos gestos. O corpo é o veículo de expressão dos elementos vitais: terra, água, fogo e ar.”

Fonte: poeticasdocorpo

28 de dez de 2010

Espetáculos Artísticos Tradicionais

Diversão é o que não falta no Japão. há uma variedade infinita de entretenimentos aguardando os turistas durante todo o ano. As artes tradicionais japonesas, como o teatro kabuki, noh e bunraku (teatro de marionetes), assim como o artesanato e até mesmo o esporte, cada vez mais mostram que o país é um museu de arte de valor inestimável, preservado com zelo e beleza peculiares a mais de 2 mil anos.

O gênero moderno inclui espetáculos de dança femininos, concertos, dramas e filmes modernos.

Reservas podem ser feitas por meio do hotel ou de bilheterias.

Kabuki:

O teatro Kabuki data do século 17 e é uma das tradições mais populares do país. Trata-se de uma combinação de ações, músicas e danças, com roupas e acessórios muito coloridos. A maquiagem exagerada do Kabuki intensifica as emoções que os atores desejam transmitir ao público. Nos dramas, os papéis femininos são desempenhados por atoes homens.

Noh:

O Noh é uma arte cênica altamente estilizada, que teve origem há cerca de sete séculos. É uma forma de drama lírico, cuja beleza é acentuada pelos movimentos simbólicos dos atores, que são acompanhados por música e canto clássicos.Os atores do Noh usam máscaras sfisticadas e roupas pomposas.

Bunraku - Teatro de marionetes:

O teatro de marionetes teve origem no século 17. Sua estrutura baseia-se num método conhecido como três titereiros, ou três manipuladores da marionete principal, que tem cerca de dois terços do tamanho natural de um ser humano. Cantos e baladas de músicas clássicas acompanham a peça.


Fonte: nippobrasil.com.br

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