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15 de jul de 2012

Hachiko: Um exemplo de lealdade

 
A história de Hachiko é uma das muitas e talvez a mais famosa sobre a fidelidade do Akita com seu dono.Hachiko era um Akita que pertencia a um professor universitário, chamado Eizaburo Ueno,que morava em um subúrbio de Tokyo, perto da estação de Shibuya.
Todas as manhãs Hachiko acompanhava seu dono no percurso de casa à estação de trem,voltando no final da tarde para acompanhá-lo na volta para a casa.
No dia 21 de maio de 1925, Hachiko que tinha apenas um ano e meio, estava na estação,Figura 01, como de costume esperando seu dono chegar no trem das 16 horas.

Figura 01
Porém, naquele dia o Professor Ueno não voltou, porque tinha sofrido um derrame fatal na Universidade. Após a morte do Professor , seus parentes e amigos passaram a cuidar do cão, mas Hachiko continuava indo todos os dias à estação de Shibuya para esperar seu dono voltar do trabalho.Muitos anos se passaram e mesmo com dificuldades para andar em decorrência de problemas de saúde, Hachiko mantinha sua rotina diária à estação. Sua vigília durou até o dia 7 de março de 1934, quando já com 11 anos e 4 meses foi encontrado morto no mesmo lugar onde esperou pelo seu dono por tantos anos.A memória de Hachiko foi local onde ele morreu.Durante a 2º Guerra Mundial, todas as estátuas foram confiscadas e derretidas, incluindo a de Hachiko.Em 1948 o filho do escultor da estatua original foi contratado para criar uma réplica dessa estátua, Figura 02, que foi colocada no mesmo lugar da anterior e atualmente, todos que passam pela estação de Shibuya em Tokyo podem ver a importante estátua de Hachiko, eternizando uma das maiores paixões de um cão por seu dono e atestando a incrível lealdade da raça.

Figura 02

29 de abr de 2012

Showa no Hi ( 昭和の日)

O Showa no Hi é o primeiro dos 4 feriados nacionais que compõem o Golden Week (Semana Dourada), como comentado na postagem anterior. Realizado no dia 29 de abril para comemorar o aniversário do ex-imperador da Era Showa, o Hirohito, imperador que reinou o Japão antes, durante e após a Segunda Guerra Mundial. E o objetivo do feriado é fazer uma reflexão sobre os tempos turbulentos no qual as terras nipônicas passou e como conseguiram se recuperar.

Reinado do imperador da Era Showa

Durante seu reinado o Japão era uma grande potência econômica e militar. Mas após aliar-se com os alemães na Segunda Guerra Mundial, o Japão ficou bastante fragilizado com as batalhas e acabou se rendendo, o que fez com que o país tivesse grande parte do seu território destruído, milhares de pessoas mortas, fome e miséria por toda parte.

Hirohito perdeu seu poder em 1950, devido a imposição dos aliados, instituindo uma monarquia constitucional. Aqueles que eram contra o seu governo, acreditavam que ele estava negando seu poder divino e isso não era digno de alguém que exercia o cargo de imperador. Assim ele abandonou o cargo, assumindo em público sofrer de câncer.

Não é a toa que a Era Showa é considerada uma das mais importantes da história do Japão, ficando conhecida também como a "Era da Paz Iluminada".



Fonte: japaoemfoco e japaolegal

28 de mar de 2012

Taikomochi


Taikomochi (太鼓持) ou houkan (幇間), é a versão masculina das gueixas.
As gueixas são famosas mundo a fora. “As gueixas são como atrizes. Elas vendem aos seus clientes o sonho de uma mulher perfeita, e fazem com que eles se sintam atraentes e importantes.”, disse Rafael Burato. Mas pouco se fala sobre a versão masculina das gueixas, os chamados: taikomochi ou houkan.

Esta é uma antiga profissão que surgiu no século XII com o objetivo de entreter os daimyos por meio de danças e principalmente da cerimônia do chá. Na época, estes grandes artistas eram chamados de doboshu (companheiro). Já no século XV, passaram a ser chamados de otogishu ou hanashishu e entre as atividades oferecidas, agora destacavam-se as piadas, as conversas e as histórias.

No século XVI o Japão passou por um período de muitas guerras internas e como estes profissionais tinham facilidade de se comunicar, foram promovidos a peças estratégicas na luta pelo poder, auxiliando em espionagens e eventuais aproximações entre guerreiros. Mas as mudanças não param aí. No século XVII, com o estabelecimento do shogunato Tokugawa, a tranqüilidade foi restaurada e os doboshus passaram a entreter ricos mercantilistas em seus banquetes contando piadas, narrando contos eróticos e até estratégias de negócios. A partir de então, passaram a ser chamados de houkan (formal) ou taikomochi (usual).
Após a aparição da primeira gueixa, em uma festa no ano de 1751, iníciou-se o declínio dos taikomochi. Gradativamente eles foram perdendo espaço e tornaram-se assistentes das geikos (termo usado para gueixa na região de Kyoto). A segunda guerra mundial acelerou o processo e estima-se que hoje existam apenas 5 houkans no território japonês, 4 vivem em Tóquio e 1 em Kyoto.

Taikomochi Arai, o único profissional de Kyoto, diversificou ainda mais suas atividades e hoje dá palestras sobre a cultura japonesa no Centro Cultural Asahi, é colunista de vários periódicos e tem o seu próprio programa de rádio sobre a cultura tradicional do entretenimento japonês.
Mas taikomochi Arai, apesar de ainda ativo, pertence a uma classe tradicional. A versão moderna do houkan vai todos os dias ao cabeleireiro e é facilmente encontrada nas boates de Tóquio. Eles faturam de R$ 1.700,00 a R$ 85.000,00 por noite, são contratados por mulheres bem sucedidas para serem os seus “acessórios”. “Eu dou às mulheres o que os homens geralmente não dão: carinho. Elas nos vêem como um de seus acessórios.”, disse Yunosuke de 24 anos.
“Hoje as mulheres trabalham muito e conseqüentemente ganham muito dinheiro.”, disse Yuko Takeyama, gerente do grupo Air. Uma das clientes de Yunosuke complementa: “É um presente para mim mesma. É a mesma coisa de comprar alguma coisa ou gastar em uma viagem”.



Fonte: Nipocultura

17 de fev de 2012

Bakumatsu Yondai Hitogiri

No Japão, durante a era Bakumatsu, que foi durante os últimos anos do período Edo e também por entre a data que a política de isolamento terminou no Japão, surgiu um grupo de quatro samurais contrários ao xogunato (xogum era o título do general do exército, que desde o século XII foi uma espécie de governador de todo o Japão, tendo os poderes concedidos pelo Imperador), ficaram conhecidos como Bakumatsu Yondai Hitogiri, ou melhor, os Quatro Grandes Assassinos do Bakumatsu, os seus nomes eram: Kirino Toshiaki (também conhecido como Nakamura Hanjirō), Tanaka Shinbe, Izō Okada e o mais conhecido deles era o Kawakami Gensai.
 
Um fato dito ser "estranho" para algumas pessoas é que durante o seu treinamento acadêmico e marcial, Kawakami Gensai, que era logo o mais perigoso deles não costumava a vencer muitas lutas, mas em contrapartida ele costumava dizer que achava que essas lutas de espadas de bambu não passavam de uma brincadeira. Era dito que sua aparência o levava a ser confundido facilmente com uma garota, ainda que sua natureza fosse totalmente oposta a isso.

Dos quatro samurais, Tanaka Shinbei foi o primeiro a morrer, ele esteve envolvido no assassinato de li Naosuke, que acabou causando vários anos de violência especialmente em Kyoto, acharam a espada do Tanaka na cena do crime e chamaram ele para um interrogatório, o que levou Tanaka a cometer o Seppuku para recuperar sua honra. Okada Izō morreu logo depois, não se sabe muito sobre sua morte.

Kawakami foi o terceiro a morrer, na era Meiji com o fim dos samurais e das idéias xenófobas as idéias dele começaram a colidir com as do governo, armaram acusações falsas e o mandaram para uma missão armadilha o que acabou resultando em sua morte. Kirino Toshiaki foi o último a morrer, ele se juntou ao exercito de Saigō Takamori (um dos mais influentes samurais da história do japão) durante a rebelião de Satsuma, que foi a última tentativa de rebelião contra o novo governo japonês. Kirino ficou ao lado de Saigō até o final, e foi morto no final da rebelião


~ Mídia 
 O personagem ficcional Kenshin Himura, protagonista do animê e mangá Samurai X, foi criado baseado na figura de Kawakami, tanto esteticamente quanto historicamente.

 "IZO é uma experiência cinematográfica totalmente surreal e experimental.
O protagonista é baseado no personagem histórico real Okada Izo, um samurai assassino do período do Bakumatsu. Já apareceu em várias outras obras de diferentes mídias, como por exemplo, o assassino Udo Jun-ei do mangá Rurouni Kenshin foi baseado em Okada Izo." (Pelicula Raivosa)


31 de jan de 2012

Como aconteceu a Imigração Japonesa no Brasil

Nesse ano de 2012, irão fazer 104 anos de imigração japonesa aqui no Brasil. Ai eu te pergunto, você sabe me dizer como tudo isso começou? Não? Não se preocupe irei explicar pra vocês agora!

Tudo se iniciou em 18 de junho de 1908, quando o navio de Kasato Maru chegou ao porto de santos, trazendo 165 famílias japonesas.
De acordo com o site oficial do Centenário de Imigração Japonesa no Brasil, os motivos para isso ter ocorrido foi bem simples. O Brasil na época estava precisando de mão-de-obra estrangeira para as lavouras de café, enquanto o Japão estava em grande crescimento populacional. Mas o problema era que a economia nipônica não conseguia gerar empregos necessários para toda a população, então para suprir as necessidades dos dois países, foi selado um acordo imigratório entre o governo brasileiro e japonês.

O ínicio da imigração foi um período bastante complicado, pois os japoneses enfrentaram muitas dificuldades. A língua, costumes, a religião, clima, alimentação e até mesmo o preconceito. Então o que acabou acontecendo, foi que muitas famílias tentaram voltar ao país de origem, porém, eram impedidas pelo fazendeiros, que as obrigavam a cumprir o contrato de trabalho, que muitas vezes era desfavorável aos japoneses. Mas como nós sabemos, que eles são duros na queda, conseguiram vencer esses problemas, passando então a fazer a vida mesmo em solo brasileiro.
Muitos imigrantes japoneses tinham a pretensão de enriquecer no Brasil e logo depois voltar ao Japão. Mas isso não aconteceu, devido aos baixos salários, que causavam para todos os trabalhadores japoneses muitas dívidas, devido ao custo de viver.

Hoje, o Brasil tem a maior população japonesa fora do Japão. Onde a grande parte deles vive no Estado de São Paulo, mas marcando presença também no Paraná,Mato Grosso do Sul,Brasília e Pará, entre outras cidades. A colônia japonesa no Brasil está dividida da seguinte maneira:
  • Isseis(japoneses de primeira geração, nascidos no Japão);
  • Nisseis(filhos de japoneses);
  • Sanseis(netos de japoneses);
  • Yonseis( bisnetos de japoneses).
Portanto, não foi à toa que a cultura japonesa se espalhou tão rápido por aqui! Quem imaginaria que a dificuldade tremenda que eles passaram na época, faria esses dois países serem tão próximos?

9 de out de 2011

Um pouco mais sobre os kimonos

A tradução de kimono seria “algo que uma pessoa veste”, os kimonos são peças do vestuário tradicional do Japão.A origem da palavra se refere à todos os tipos de vestuário, mas acabou por ficar associada apenas às vestes longas que ainda são usadas por homens, mulheres e crianças.

Inspirados nas roupas chinesas o kimono surgiu no período Heian (794-1192). Já durante o período Edo, as pessoas só podiam vestir kimono de linho ou algodão, os samurais também eram proibidos de usar o cetim que era tido como um tecido fino.Kimono branco somente o herdeiro de algum senhor feudal tinha permissão de usar.Só durante o período Meiji (1868-1912), que o povo recebeu o apoio do governo, passando a usar roupas ocidentais.Deixando o kimono para ocasiões especiais como casamentos, funerais, cerimônias e festivais.

Os Kimonos possuem diferentes estilos e acessórios, para cada ocasião. Os modelos se diferem na cor e no tecido usado e o jeito de amarrar o obi (uma espécie de cinta que amarra o kimono) é amarrado diferente conforme o estilo.

Os ocidentais costumam ligar essa vestimenta a sensualidade, por possuir belas estampas, cores e texturas.Mas no Japão seu significado vai além.
Hoje em dia a sociedade japonesa está influenciada pelo costume ocidental, nas ruas é difícil encontrar   jovens vestindo kimonos a não ser nos festivais de verão.

Atualmente são as gueixas com seus lindos kimonos e seus penteados tradicionais, que levam o título de guardiãs da tradição japonesa.
Abaixo vocês podem conferir um pouco de história em fotografias e várias fotos de japonesas usando lindos kimonos:

Kimono da Era Meiji

Kimono de 1870

 Homem e mulher usando mais um kimono tradicional de casamento

Gueixas  
Kimono de verão(yukata) leves e coloridos

Pra quem quiser conhecer mais kimonos,acessem: lovekimono
Fonte: bocaberta

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