1 de mai de 2012

Não abra a porta para seu convidado na hora da despedida!

Ao contrário do que nós brasileiros fazemos, no Japão quem convida um amigo(a) para sua casa não deve abrir a porta para o convidado(a) na hora da despedida. Porque apesar de ser considerada por nós como uma gentileza, os japoneses tem a impressão de quem convidou quer que o convidado fosse embora logo.
Portanto, não esqueçam! Quando estiver no Japão se chamar alguém pra sua casa, deixem eles próprios abrirem a porta na hora de ir embora, assim não terá nenhum problema, pois ele estará indo por vontade própria.

29 de abr de 2012

Showa no Hi ( 昭和の日)

O Showa no Hi é o primeiro dos 4 feriados nacionais que compõem o Golden Week (Semana Dourada), como comentado na postagem anterior. Realizado no dia 29 de abril para comemorar o aniversário do ex-imperador da Era Showa, o Hirohito, imperador que reinou o Japão antes, durante e após a Segunda Guerra Mundial. E o objetivo do feriado é fazer uma reflexão sobre os tempos turbulentos no qual as terras nipônicas passou e como conseguiram se recuperar.

Reinado do imperador da Era Showa

Durante seu reinado o Japão era uma grande potência econômica e militar. Mas após aliar-se com os alemães na Segunda Guerra Mundial, o Japão ficou bastante fragilizado com as batalhas e acabou se rendendo, o que fez com que o país tivesse grande parte do seu território destruído, milhares de pessoas mortas, fome e miséria por toda parte.

Hirohito perdeu seu poder em 1950, devido a imposição dos aliados, instituindo uma monarquia constitucional. Aqueles que eram contra o seu governo, acreditavam que ele estava negando seu poder divino e isso não era digno de alguém que exercia o cargo de imperador. Assim ele abandonou o cargo, assumindo em público sofrer de câncer.

Não é a toa que a Era Showa é considerada uma das mais importantes da história do Japão, ficando conhecida também como a "Era da Paz Iluminada".



Fonte: japaoemfoco e japaolegal

28 de abr de 2012

Golden Week


Amanhã começará a Semana Dourada (Golden Week) no Japão. E como comentamos ano passado é uma semana de folga para os japoneses, é como um feriadão nosso, que compreende o final de abril e início de maio.
Em japonês, o Golden Week recebe ainda as seguintes denominações: Ogata renkyū (大型) ou Shukan ogon (黄金周) período em que aproveitam para curtir a família e a natureza.
A Golden Week é uma combinação de 4 feriados nacionais:

• 29 de abril:  Showa no Hi (Dia do Showa)


• 04 de maio: Midori no Hi (Dia Verde)




Kancho


Kancho é uma antiga arte, uma brincadeira, que tem como "técnica" a seguinte forma: junte as duas mãos, com os dedos indicadores esticados, e ataque de surpresa o seu amiguinho distraído lá na parte de trás, na região anal.
Kancho não pretende ser vulgar ou malvada, na verdade ela é raramente usada de modo antagônico, como um nipple twister ou um head noogie, mas sim como um tipo de afeto, semelhante aos atletas dando tapinhas uns nos outros.
Os professores estrangeiros no Japão são frequentemente alvos de Kancho. Isto é em parte devido ao seu status de celebridade nas escolas.

Existem quatro tipos principais de kanchoers:

  1. Crianças e adultos;
  2. Adolescentes;
  3. Casais;
  4. Assalariados bêbados.
E existens algumas razões para o Kancho ser praticado pelos japoneses

  • Kancho é divertido!
  • Kancho é parentesco, tem relação com afinidade. Significa que é amizade.
  • Para crianças pequenas, qualquer adulto é mais alto, logo sua bunda é alvo fácil.
  • Kancho é uma comunicação. Eu sou tímido para falar com alguém, mas estou feliz por "Kancho-los".
  • Bem, se a tensão acumula-se dentro de você, tem que ir a algum lugar.
  • Kancho faz se sentir bem. Já tentou isso?
  • Os japoneses tendem a ser "anal". Ou não!?

Segue um video bem divertido, em inglês, sobre A arte do Kancho.



Fonte: Kanjo

26 de abr de 2012

Tatuagem Tebori

Esse é o método usado para estampar os membros da Yakuza.
As tatuagens tradicionais japonesas são um emaranhado espetacular de um rico projeto. É uma arte que amadureceu até a perfeição.

Ela se originou de pinturas em blocos de madeira do antigo período  Edo (1804-1868). A técnica japonesa se chama tebori que quer dizer entalhar, gravar com as mãos.
Usa-se agulhas enroladas na ponta de uma vara de bambu para inserir tinta de
carvão vegetal na pele. A pele viva é a solicitação dessa  estética na qual a técnica tebori se desenvolveu dentro do chiaroscuro (claro-escuro), colorindo e sombreando a tatuagem japonesa que conhecemos.
No período mais recente   Edo (séc. XVIII), o Japão cresceu bastante, e foi nessa época que começou a surgir a tatuagem como uma forma de arte. Utilizando imagens de aquarelas tradicionais, pedaços de madeira e figuras de livros como modelos, e como recompensa de muita paciência e dor,  surgia uma belíssima tatuagem. Para entender a tatuagem japonesa é preciso conhecer sua história, e também continuar preservando as tradiçõs por traz delas

O Tebori é totalmente artesanal , demora muito e é bem trabalhoso, poucos tatuadores fazem esse tipo de procedimento no Brasil, é um metodo que a tecnologia ultrapassou mas que a tradição não deixa morrer. E é feita em diversas sessões.
Existem tatuadores que trabalham apenas com esse tipo de tatuagem e conseguem fazer verdadeiras obras de arte na pele e não deixam a perder em nada para as melhores máquinas do mercado. 



Fonte: Ainanas

23 de abr de 2012

Shakuhachi

Flauta japonesa vertical com 5 buracos, feita da base do caule de bambu, tem cerca de 54,5 cm de comprimento.

 A origem de shakuhachi está ligada ao monge budista Fukeshu, do Período de Morokoshi da China, e no Japão teria sido introduzido por Kakishin, um monge zen-budista da Era Kamakura (1185-1333), mas como não há uma prova circunstancial não se considera como um fato histórico.
Somente a partir do século 17 foi possível confirmar a existência do shakuhachi no budismo Fukeshu. O shakuhachi era utilizado nas três seguintes situações: 1) Fazia parte do culto budista; 2) Mendicância religiosa; 3) Um meio para a prática zen-budista. Nessa época nasceram as músicas zen e para meditação para serem tocadas com shakuhachi, que só os monges tinham permissão para executá-las.
 



20 de abr de 2012

Os Templos do Shinto

O Shinto é conhecido como a mais antiga crença, ou mesmo a original, do Japão. Na terra do sol nascente, uma cultura milenar tem suas histórias e lendas confundidas em um mundo de kamis, entidades, heróis, vilões e outras criaturas. O Shinto tem seus primeiros registros escritos no Kojiki e no Nihon Shoki, os dois livros históricos mais antigos do Japão.
O propósito dos templos Shinto é muito amplo, mas geralmente são locais onde as pessoas podem orar. A maioria das visitas ocorrem em certas comemorações e quando pessoas querem pedir algo. Alguns dos templos têm propósitos específicos, como os direcionados a mulheres grávidas que querem dar a luz de modo seguro, outros para pescadores retornarem seguros do mar, e há até mesmo aqueles para conseguir satisfação sexual. Também não é incomum casamentos ocorrerem em templos Sinto. Casas (mais tradicionais) e escritórios podem ter pequenos templos para prevenir contra espíritos ruins e proteger o local de incêndios, terremotos e tufões, por exemplo. A maior parte deles é tido como morada da Deusa Amaterasu, a Deusa do Sol.

Os templos Shinto são construídos de acordo com princípios sagrados. Eles geralmente são virados para o sul e algumas vezes para o leste, mas nunca para o norte ou oeste que são tidos como de má sorte segundo os princípios do  Feng Shui (chinês). Eles são feitos para se harmonizar e se encaixar na natureza ao seu redor. Geralmente são pequenos e algumas vezes estão tão entranhados em meio à natureza que são difíceis de serem vistos.
Há cerca de 80 MIL templos Shinto no Japão. Quase todos os bairros tem um. A maioria está associada a um kami ou divindade específico. Mas isto não é uma regra, não é difícil encontrar tempos aos quais foram associados mais kamis ou divindades por haverem poucos visitantes.
Nos tempos antigos não haviam templos, os que acreditavam na crença se reuniam e faziam pequenos rituais próximos a objetos sagrados que podiam até mesmo ser árvores. Os primeiros templos eram locais marcados com cordas especiais, as shimenawa, e tiras de papel branco, gohei.
Os templos modernos podem ter vários formatos e tamanhos. Acredita-se que a arquitetura da maioria deles é baseada em casas de madeira que datam de tempos pré-históricos. Os que seguem somente esta arquitetura são conhecidos como 'estilo "puro"'. O melhor exemplo é o templo em Ise.

A estrutura de um templo geralmente contém:

- Elementos dos templos Chineses, como colunas pintadas de vermelho e branco, telhados de telha ao estilo chinês com beirais arrebitados e esculturas e ornamentos detalhados abaixo dos beirais. Isto começa a existir após o Budismo ser introduzido no Japão no século VI.

- Shimegawa e gohei, mencionados anteriormente. Podem estar sobre a entrada dos templos principais para marcá-los como sagrados. A mais grossa shimegawa do mundo está no templo de Izumo, um dos mais antigos do Japão. Ela pesa seis toneladas e é feita de feixes de arroz grossos como o corpo de uma pessoa.

- As entradas geralmente são guardadas por duas estátuas de pedra de leões chineses ou cachorros coreanos. Costumam estar em pares uma de frente para a outra e em cada lado da entrada. Uma com a boca aberta, trazendo boa sorte, e uma com a boca fechada, capturando o mal. No caso dos templos relacionados ao arroz, são raposas que guardam a entrada, animais inteligentes considerados como mensageiros de kamis e símbolos da fertilidade.
- Portais Tori, vermelho-alaranjados, simbolizam que a pessoa está para entrar em um lugar sagrado e que deveria agir de acordo. São dois pilares com duas travessas no topo. Templos maiores tem Toris maiores e templos com maior espaço possuem vários destes.

Antigamente os portões eram feitos sempre de madeira com a cor natural, mas hoje em dia podem ser compostos de madeira, pedra, bronze e mesmo concreto. Um portal pintado de vermelho-alaranjado mostra influencias do Budismo chinês.


- O caminho para um templo é geralmente demarcado por lanternas de pedras doadas por adoradores do templo.
- Choozuya, que é um pequeno pavilhão com água que fica no hall principal. As pessoas vão ali lavar as mãos e bocas antes de entrar no templo principal para orar.

Os templos Shinto podem ser vistos em quase todos os filmes, animes, mangas e afins. São parte da cultura japonesa tradicional e estão muito presentes no dia a dia. É muito comum pessoas de todas as idades irem a eles, apesar de muitos destes locais acabarem sendo abandonados. Se um dia forem a um templo shinto, aproveitem muito a qualidade visual e a paz do local. Lembrem-se de se comportarem da maneira devida e de respeitarem o local e as pessoas que possam estar ali, estes não são locais para ficar gritando e tendo certas atitudes que são comuns em nossa cultura.

Esperamos que tenham gostado.

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