30 de out de 2012

Wanko Soba, vai mais uma porção?

Vocês talvez já tenham ido a um rodizio de pizza/roda pizza (ou seja la qual for o nome na sua cidade) ou a algum outro restaurante como Churrascaria, casa de massas ou qualquer outro local no qual paga-se uma vez e os garçons servem as pessoas em sua mesa quantas vezes a pessoa quiser/aceitar.
Agora, imaginem o mesmo, só que com soba.



Sim, isto existe. E para aqueles ja estão imaginando que é algo moderno ou, quem sabe, nem ao menos seja invenção japonesa, calma lá, o Wanko Soba é japonês sim e existe, pelo menos é o que dizem, há cerca de 380 anos.

O nome "Wanko Soba" é tão simplesmente a junção de soba com "wanko", "tigela" no dialeto da região de Hanamaki (JP). Um lorde teria ido visitar a cidade e um dos donos de estabelecimento local, com medo de que ele achasse muito simples comer uma tigela de soba, decidiu servir o prato em uma porção para uma única mordida, isso mesmo, uma pequena porção e uma tigela igualmente 'pequena'. O lorde gostou e ordenou uma segunda, uma terceira e assim por diante.

A ideia virou costume e foi bem aceita na região, originando assim uma espécie de 'tudo que puder comer'. O soba é servido com diversos acompanhamentos, podendo ser usados ou não. Toda vez que a pessoa termina de comer a sua porção, uma anfitriã se encarrega de colocar outra na mesma hora na tigela do cliente. Para parar, basta ser rápido e tapar o seu recipiente, antes que a pessoa sirva mais uma porção.



Esta forma de servir soba é tradição em Hanamaki, Morioka e Ichinose. Em Hanamaki e Morioka, há até mesmo uma competição de Wanko Soba. Em 2009, em Hanamaki, um recorde de 218 porções comidas em 5min foi estabelecido e em Morioka, em 2007, um recorde de 383 porções no mesmo tempo.

Ah, mas só para avisar, geralmente é necessário fazer uma reserva para ir a um destes restaurantes, então não esqueça de dar uma ligadinha antes de aparecer em um.

fontes:
NHK
japan-iwate

18 de out de 2012

Conheça as normas e as multas para andar de bicicleta no Japão


No Japão, diferente do nosso país andar de bicicleta também pode levar à prisão ou pagamento de multas, quando as leis de trânsito são infringidas, quando causam acidentes e vítimas. Pois como todo veículo, bicicleta, motos e carros, devem respeitar as placas e sinais de trânsito. Seria ótimo se aqui tivesse diversas ciclovias espalhadas pela cidade e existissem também leis para pôr ordem aos ciclistas não é mesmo?
Dá só uma conferida nas principais normas para bicicletas e as respectivas multas para as violações: 
(* vocês vão perceber que é bem levado a sério mesmo!)
Fotos: REPRODUÇÃO do blog suri-emu
E só pra finalizar abaixo trouxessemos um vídeo recente do que não deve ser feito quando você estiver andando de bicicleta no Japão! 

Fonte: suri-emu

9 de out de 2012

Otedama

 
 O otedama era tradicionalmente popular entre as meninas e conhecimento do jogo foi transmitido de avó para neta. O jogo varia muito de região para região. É um conjunto de cinco, sete ou nove pequenos saquinhos, feitos com pedaços de pano e, recheado com feijões azuki, contas, pedregulhos ou algo similar. Um deles é maior e mais colorido, diferente dos outros, denominado como o chefe (oyadama).
Há muitos tipos de jogos com saquinhos de feijão. Jogar o saquinho no ar com uma mão, pegar com a outra, e então passá-lo depressa para a mão lançadora. Repetir o movimento até conseguir ter controle. Então deve se aumentar o número de saquinhos para dois, três e depois quatro. Após muita prática, é possível jogar todos os saquinhos com uma só mão.




 
Fonte: Aliança Cultural e Wikipedia

30 de set de 2012

Cristianismo e Catolicismo no Japão

Quando pensamos no Japão e religião ou crenças, tudo que vem às nossas mentes é: XINTO.
As lendas, as criaturas, as deidades, os símbolos, tudo que o termo Xinto representa, principalmente para a cultura popular japonesa, digo, em especial os mangás e animes. A crença mais antiga do país do sol nascente é tão diversificada e densa que confunde-se história e lenda e tudo acaba se tornando uma pequena parte de uma realidade encantadora.


Japoneses orando na Catedral de Urakami em Nagasaki em memória das vítimas da segunda bomba atômica que atingiu o Japão durante a II Guerra Mundial. (fonte)

Mas nem só Xintô há no Japão. Segundo o site Brasil Escola, as Religiões praticadas no Japão são: Xinto e suas derivadas, abrangendo cerca de 51,3% da população, Budismo, 38,3%, e, vejam só, Cristianismo com 1,2%. Os outros 9,2% estão divididos entre demais religiões existentes no país.


Observação: A maioria das pessoas, hoje em dia, aparenta ter total aversão ao Cristianismo, não julgo pessoa alguma. Este post não visa defender ou atacar o Cristianismo e seus derivados. Não tenho como intenção dizer que é algo bom ou ruim para o Japão. Este post apenas trás um panorama geral da existência do Catolicismo no Japão e de como ele chegou e 'firmou-se' lá. Peço que não postem comentários de ataque a qualquer religião, à postagem e ou a mim (Emmanuel).

Tendo isto claro, sigamos com o post.


A história do Cristianismo, mais precisamente o catolicismo, no Japão não foi um mar de rosas. Os portugueses teriam sido os primeiros europeus a aportar lá entre 1442 e 43 e as atividades missionárias teriam se iniciado em 1449. Estas atividades tiveram certo sucesso e estabeleceram algumas congregações. Diz-se que mais tarde com patrocínio da Espanha chegaram ao país as ordens de mendicância Franciscana e Dominicana. Até 1600, 95 missionários viviam lá, deles 57 eram portugueses, 20 espanhóis e 18 italianos.

Em 1582, já havia cerca de 150 mil cristãos no Japão, eram 200 igrejas e 20 padres. No auge o número chegou a 200 mil, distribuídos parcialmente no sul do país, em Kagoshima e Nagasaki.
Toda via, a intromissão estrangeira no Japão que estava em fase de unificação incomodou as autoridades e pouco a pouco foi sendo reprimida a partir de 1587 em várias partes do país, até ser proibida após a Rebelião de Shimabara, entre 1637 e 1638. Passou assim a ser celebrada em segredo pelos japoneses que não recuaram, chamados Kakure Kirishitan ('cristão escondido'). Em 1859, quando missionários franceses chegaram ao Japão, descobriu-se que cerca de 60 mil japoneses ainda  praticavam o cristianismo. As comunidades kirishitan existem até hoje. Muitas ainda tem orações como o Pai-Nosso e a Ave-Maria, recitadas em sua maioria sem serem realmente compreendidas em uma mistura de japonês, latim e português do século 16.

Primeiro Ministro do Japão e católico, Taro Aso, em encontro com o Papa. (fonte)

Além da religião, a influência portuguesa marcou a medicina, as ciências náuticas e a astronomia. Os arquitetos japoneses aprenderam técnicas para fortificação de castelos. Outros campos do pensamento ocidental também influenciaram os orientais, "a chegada dos portugueses permitiu uma alteração na maneira de pensar dos japoneses, por influência de ideias como o racionalismo e o liberalismo", diz Ikuniro Sumida, diretor do Departamento de Estudos Luso-Brasileiros da Universidade de Estudos Estrangeiros de KIOTO, "foi uma mudança invisível, ao contrario da introdução das espingardas e da religião".

Japoneses orando Catedral de Urakami em Nagasaki em memória das vítimas da segunda bomba atômica que atingiu o Japão durante a II Guerra Mundial. (fonte)

A maioria dos japoneses que se mudaram para o Brasil a partir do fim do sec. 19 conheceu o catolicismo no nosso país, mas uma pequena parcela descendia dos cristãos escondidos, os kakure kirishitan. "Esse grupo foi importantíssimo para a conversão dos japoneses e nikkei brasileiros ao cristianismo. Eles ofereceram um tipo de catolicismo com o qual os japonese puderam se identificar", diz Rafael Shoji, do Instituto de Religião e Cultura da Universidade Nanzan, em NAGOIA, Japão.

Padre Domingos (fonte)

Entre os cristãos que chegavam aqui estava um missionário católico, o monsenhor Domingos Nakamura., Nascido no arquipélago de Goto, ele conhecia as famílias que atendia, no Paraná e em São Paulo, por causa de seu trabalho anterior, na paróquia de Kagoshima. Madelena Hashimoto Cordaro, 51, professora de Literatura Japonesa na USP, também descende de 'cristão ocultos' e relata: "Meu pai contava histórias sobre perseguições ocorridas no passado e crucificações na praia".

Japoneses orando na Catedral de Urakami em Nagasaki em memória das vítimas da segunda bomba atômica que atingiu o Japão durante a II Guerra Mundial. (fonte)

O Catolicismo não é a única religião cristã presente no Japão e outras religiões fora do Cristianismo também podem ser achadas no país, mesmo que com grande 'dificuldade'. Outras religiões estão presentes em alguns títulos de mangá e ou anime, mesmo que como figurantes e acabam fazendo um contraste interessante nos mesmos.


Fontes:

25 de set de 2012

Akasuri

A esfoliação corporal Akasuri surgiu na Coréia mas se tornou popular no Japão, onde é muito usada após o banho de ofurô. O objetivo é promover uma limpeza profunda da pele do corpo. A sessão do Akasuri dura cerca de uma hora e meia, onde o processo é inicia com um banho de banheira com água quente (entre 38 e 40 graus), para amolecer as células mortas.

Logo depois, deita-se em uma maca para a sessão de esfoliação em si: a(o) fisioterapeuta faz movimentos de vaivém vigorosos com ajuda de uma luva especial. A técnica não pode ser empregada em pessoas com lesões ou logo depois de um bronzeamento. Além de deixar a pele macia, o método se propõe a melhorar a circulação sangüínea, acelerar o processo de renovação celular e prevenir pêlos encravados. Confira no vídeo abaixo como é o processo:
Mas e ai o que você achou do Akasuri? Gostaria de passar por um sessão dessa? 
Fonte: nikkeypedia

20 de set de 2012

Koto

Trazido da China no século 11, o koto é uma espécie de cítara japonesa. A caixa é feita de madeira medindo aproximadamente 180 cm de comprimento por 30 cm de largura. Geralmente, esse instrumento possui 13 cordas, cada uma esticada sobre uma espécie de cavalete e tocada com as duas mãos, sendo que na direita são colocados plectros nos dedos polegar, indicador e médio.
Quando veio da China, o koto já possuía o corpo feito com a madeira tradicional do Japão, sendo todo laqueado. Ele era chamado de Kin-no-Koto. Seu ancestral é o instrumento musical chines Guzheng.
O instrumento está presente na literatura japonesa desde a antiguidade. Nos Contos de Genji, o Genji Monogatari de Murasaki Shikibu 978-1016, o koto aparece em diversas passagens. O seu personagem principal, o príncipe Hikaru Genji, quando exilado em Akashi tocava e mantinha diálogos musicais com Lady Akashi. Em outra obra, Contos de Heike, o Heike Monogatari, a amada do imperador, Kogo, foi descoberta em seu esconderijo pelo som de seu koto.


Fonte: Fundação Japão e Wikipedia

15 de set de 2012

Keiro no Hi

 O Keiro no Hi ( 敬老の日)é um feriado dedicado aos idosos. É comemorado na 3ª segunda-feira de setembro, que nesse ano será dia 17. Os japoneses oram pela longevidade dos mais velhos e os agradecem pelas contribuições feitas à sociedade ao longo de suas vidas.
O Japão é o país onde se concentra o maior número de idosos no mundo e portanto essa data é muito significativa e de extrema importância para o povo japonês.
A data surgiu em 1947, quando uma pequena aldeia em Hyogo resolveu oficializar a data, como forma de respeito e valorização aos anciãos japoneses, que sempre contribuíram para o país com sua sabedoria e seu trabalho. A data escolhida foi bem propícia, já que nesta época do ano o calor intenso já passou e o clima se torna mais ameno.
Nos meados da segunda quinzena de setembro, as colheitas nas plantações já terminaram e as condições climáticas normalmente são boas.
 
Keiro no Hi é uma data criada exclusivamente no Japão, ao contrário do Dia das Mães, que foi “importada” dos países ocidentais. Nesse dia, as famílias se reúnem e celebram junto aos seus entes mais velhos.
É o dia para se dar aquele bom e velho abraço e se por acaso alguém na família estiver completando 60 anos, costuma-se presenteá-lo com algo da cor vermelha, considerada uma cor de proteção.


Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...