20 de jan de 2013

Yamata no Orochi

 Há duas versões da lenda deste monstro, o Yamata no Orochi (八岐の大蛇). Porém, em ambas, é uma cobra gigante, de oito cabeças e oito caudas.

Na primeira lenda, o deus Susano’o, querendo compensar o mal que fez à sua irmã Amaterasu, foi até a região que era aterrozida pela cobra e, após derrotá-la, achou em suas caudas a espada Kusanagi, que foi entrege por ele à sua irmã.
A outra lenda conta que ele achou um casal de idosos muito tristes, abraçados a uma garota. Ele perguntou o porquê da tristeza, e eles disseram que todo ano a Yamata no Orochi devorava uma de suas filhas, e aquela era a sua oitava e última filha. O deus mandou o casal preparar saquê e colocou oito barris em frente à casa. Quando o monstro chegou, foi direto para os barris de sakê. Com o monstro embriagado e adormecido, o deus teve a oportunidade de cortar suas cabeças e caudas. Em uma das caudas foi encontrada a espada Kusanagi, que foi entrege aos deuses porque era uma espada sagrada.

A espada Kusanagi, também conhecida como Murakamo, existe de verdade e é um dos três tesouros sagrados do Império Japonês, junto ao Espelho Kagami e as Joias Magatama.




Fonte: Rádio Blast!


O fabuloso Castelo de Matsumoto

Matsumoto é a segunda maior cidade da província de Nagano e é muito conhecida por seu belíssimo castelo, chamado em japonês de Matsumoto-jo.  Ele é um dos únicos castelos que ainda mantêm a construção original preservada. Não há nada que afirme o seu ano de origem, mas acredita-se que tenha sido entre 1593 e 1594.
Durante seus vários anos de existência correu sérios riscos de ser destruído. Em 1868, logo após o fim do xogunato o governo Meiji ordenou a destruição e fechamento de diversos castelos no país, e o Castelo de Matsumoto estava na lista. Chegando em 1872, o mesmo foi colocado em leilão e caso não houvesse um comprador, seria demolido. Mas graças a um empresário da cidade chamado Ryozo Ichikawa que comprou-o ele foi poupado.

Com o passar dos anos sem receber manutenção, passou a correr o risco de desabar. Mas novamente, com o apoio o povo da cidade, uma reforma que durou dez anos, de 1903 a 1913 foi realizada.

Somente em 1936 é que o governo do país reconheceu o grande valor histórico e arquitetônico do castelo e lhe concedeu o título de tesouro nacional.

Divisão do Castelo: 

                                         
Kuro-mon (portão preto) - Os portões principais que dão acesso à "honmaru" (ala principal) são o "kuro-mon" e o "masugata" (portão quadrado), ambos essenciais para a segurança do castelo. O primeiro portão "yagura-mon" (portão andaime) foi reconstruído em 1960. O segundo portão, masugata (portão quadrado) e a parede lateral foram reconstruídos em 1990.


                                      


Taiko-mon (portão cilíndro) - O "taiko-mon-masugata" (portão quadrado em forma de cilindro) foi construído cerca de 1595, e fica no topo da parede de pedra do Norte. A "taiko-ro" (torre cilíndrica) foi usada para assinalar o tempo, como um relógio. Era igualmente usada para chamar as pessoas para assembleias e durante as emergências. Foi reconstruída em 1999.

Goten (residência) - O "goten" (residência) foi construída depois da conclusão da "tenshu" (torre de menagem) e usada como palácio do Senhor e como centro administrativo. Foi arrasada pelo fogo em 1727 e nunca mais foi reconstruída.

Tenshu (torre de menagem) - A torre de menagem, atualmente  tem seis andares, embora, vista do exterior, pareça ter apenas cinco. O interior do terceiro andar da torre não tem janelas e foi desenhado como um piso secreto para os inimigos do castelo. Foi usada para alojar soldados nos tempos de guerra. O segundo andar tem distintivas janelas com "tategoshi" (grades verticais). Foi igualmente usado como local de recolhimento de soldados. O segundo andar tem, ainda, uma coleção de arcabuzes. O sexto andar foi usado como torre de vigia, mas possui um relicário no tecto dedicado ao deus Nijuroku-ya-shin (deus de 26 noites).

Yagura (andaime) - esta ala do edifício é uma sala desenhada especificamente para observar a Lua e é referida como a Sala da Lua ou Observatório da Lua. Três dos lados da sala (Norte, Este e Sul) estão abertas ao ar quando as "mairado" (portas corrediças) estão abertas. Esta área não pode ser vista a partir da torre.

Confiram um vídeo que mostra esse belo Castelo:

14 de jan de 2013

Seijin no Hi (成人の日)

Seijin no Hi - Traditional Clothes
Geralmente na segunda segunda-feira do mês de janeiro, é comemorado o "Seijin no Hi", dia reservado para comemorar a transição dos jovens da adolescência para a vida adulta, ou seja, aqueles que atingiram os 20 anos de idade.
Esta é a idade mínima para que a pessoa possa votar, beber e fumar no Japão, portanto, o dia do "Seijin no hi" tem por objetivo conscientizar os "novos adultos" sobre suas responsabilidades perante a sociedade. Podem se considerar adultos os que fazem aniversário entre 2 de abril do ano anterior e 1 de abril do ano corrente.
 A cerimônia do "Seijin no Hi" é conhecida como "Seijin-shiki" e é um considerado um dos três rituais de passagem ("tsuka girei"), os outros dois são casamento e funeral. As comemorações consistem de várias cerimônias nas cidades locais, sendo acompanhada de visita a templos e da entrega de presente aos "novos adultos".
Seijin No Hi - Coming of Age Day
As mulheres geralmente vestem um estilo de kimono chamado de furisode não só para ficarem mais bonitas mas para também tirar muitas fotos. Enquanto os homens preferem usar ternos e gravatas, podendo também optar pelos "kimonos masculinos" ou o "hakamashita" se preferir. E sabe o que costuma acontecer? Muitos preferem reformar ou alugar a vestimenta para a ocasião a comprar uma peça nova, pois os kimonos japoneses são caros.
E pra finalizar trouxe um vídeo de 2011 bem bacana que mostra os jovens se encontrando e se preparando para a cerimônia:

Fonte: shikinami *as duas fotos foram retiradas do flickr deste talentoso fotógrafo.

6 de jan de 2013

Mensagem do ano novo do Imperador relembra vítimas da tsunami

Como de costume sempre que um novo ano começa, o Imperador do Japão, atualmente o Akihito, se pronuncia diante dos japoneses para desejar felicitações de ano novo à nação, no palácio Imperial de Tóquio.
E nesse ano de 2013, o Imperador fez questão de recordar as vítimas e os afetados pelo tsunami ocorrido em 11 de março de 2011, se expressando com as seguintes palavras:

"Que estimulante ver que tantas pessoas visitaram as áreas afetadas para dar seu apoio, depois do terremoto e tsunami que afetaram o nordeste do país"... e finalizou dizendo: "Gostaria que permanecêssemos ao lado dos moradores desta região"

Após a terrível catástrofe, que causou o acidente nuclear na central de Fukushima Daiichi, mais de 19.000 pessoas morreram, felizmente o país conseguiu executar diversos esforços de reconstrução, no entanto muitas pessoas que foram afetadas pela tragédia ainda não voltaram para suas casas, as quais foram destruídas ou não podem ser mais habitadas por consequência da radiação. 

Com certeza com a grande capacidade de superação dos japoneses e com o apoio do resto do mundo que lamenta muito pelo ocorrido, todos que estão sofrendo muito com esta situação ficaram bem e terão novamente o lugar bom de se morar...sem dúvida esse é o pensamento do Imperador!
Fonte: g1

31 de dez de 2012

Comemorações do ano novo


Diferente do Natal, o Oshogatsu (Ano Novo) é a data mais importante no calendário japonês, pois é festejada com diversas práticas tradicionais que se prologam por vários dias. Toda preparação para  esta celebração se inicia no mês de dezembro. 

É importante enfatizar o forte cunho religioso incorporado as celebrações. Tudo começa pelo "osoji", a faxina geral que deve ser feita até o fim do ano, a intenção é de não só limpar o espaço físico mas também espiritual. Afinal o Oshogatsu é o marco zero para a renovação e recomeço.

A volta a terra natal para passar com os familiares o ano novo também é muito comum. Nesta época os meios de transportes entre as províncias praticamente ficam lotados, o que dificulta bastante a sua locomoção se não adquirir as passagens com antecedência.

Passagem do Ano

Para os budistas, à meia-noite há a cerimônia Joya-no-Kane*(vídeo abaixo), que consiste em 108 baladas dos sinos dos templos japoneses para comemorar a passagem do ano novo. Os japoneses acreditam que estas badaladas servem como uma despedida das aflições que sofreram no ano anterior.

* Na noite do dia 31 de dezembro, muitos japoneses vão aos templos para assistir esta cerimônia. De acordo com a crença budista, as 108 badaladas representam os 108 pecados do homem, e ao tocar o sino esses pecados são afastados, a fim de que o homem possa entrar purificado no novo ano.
Muitas famílias também passam o ano novo assistindo o tão famoso programa musical, Kohaku Utagassen, que já se tornou uma tradição no Japão.
Na véspera do ano novo, as famílias costumam também se reunir para comer o Toshikosi-sobá - literalmente macarrão de passagem de ano. Costume esse que começou  no período Edo (1603-1867), quando as pessoas acreditavam que o mesmo ajudava a atrair dinheiro. Mas na verdade hoje, por ser fino e longo, simboliza longevidade, porque lembra a barba e cabelos brancos dos deuses da longa vida.

Osechi Ryori - refeição dos primeiros três dias do ano

A tradição de comer esta refeição começou há muito tempo atrás no período Heian ( 794- 1185) onde originalmente os pratos eram servidos como uma oferenda aos deuses. Atualmente, é a refeição especial que os japoneses saboreiam no três primeiros dias do ano, e não há como confundi-lá pois são comumente encontrados em caixas semelhantes ao do obentô.

O preparo dos Osechi Ryori variam de regão para região mas  todos independente de como for feito simboliza algo relacionado com boa sorte ou felicidade.
Hatsumode - a primeira visita ao templo budista ou santuário xintoísta

Nas primeiras semanas do mês de janeiro, milhares de japoneses costumam visitar os principais santuários do Japão. O objetivo dessa visita é rezar por saúde e felicidade no ano que está se iniciando. Além de rezar o hatsumode, principalmente para os jovens é momento de descontração, onde eles podem vestir coloridos quimonos e passear com seus familiares, amigos ou namorados(as)...
Kakizome - primeira caligrafia do ano

Logo no início do ano muitos japoneses pegam um papel branco e escrevem cuidadosamente, com pincel japonês e tinta nanquim, um poema ou uma frase clássica que represente o ano novo para eles.
                                            
Hyakunin Isshu
Jogo de cartas típico do Ano Novo. As cartas têm impressas uma coleção de 100 famosos waka (poema clássico no formato tanka, 31 sílabas). São dois conjuntos de cartas: um com os poemas e outro com apenas as últimas 14 sílabas dos mesmos poemas.

A medida que o narrador lê um poema do primeiro conjunto de cartas, os jogadores devem escolher do outro conjunto a carta que completa o poema. Ganha quem apanhar mais cartas. 

Observando a maneira como os japoneses comemoram a passagem do ano, podemos compreender muito da filosofia de vida desse povo. Ainda há tempo para se misturar à multidão que visita os templos e imitá-los em seus rituais, renovando o espírito para o novo ciclo em nossas vida.

Otoshidama - Presente em dinheiro dado às crianças

Ansiosamente aguardado pelas crianças japonesas, o otoshidama é o presente em dinheiro que pais e parentes dão no Ano Novo às crianças, para que elas possam comprar algo que desejam. 
Essas tradições são alguns exemplos das diversas que são praticadas durante a passagem de ano no Japão, caso lembrem de alguma que não tenhamos abordado, fiquem à vontade para comentar! =)
Fonte: japaoonline

23 de dez de 2012

Natal no Japão

Diferente do Brasil o Natal no Japão não é tão comemorado e também não tem significado religioso justamente porque grande parte da população é praticante do Xintoísmo ou Budismo, exceto pelos cristãos estrangeiros residentes no país.

Nos dia 24 e 25 trabalha-se normalmente, principalmente porque para eles é apenas mais uma data marcada para aumentar as vendas do comércio. Mas também é possível encontrar decorações espalhadas pelas ruas e lojas e em algumas casas!
O comércio é bastante movimentado nesta época justamente porque pais costumam dar presentes aos seus filhos e filhas, os namorados costumam levar suas namoradas  para jantar em locais mais caros, viajar, enfim curtir bastante a dois mas também ao estilo Valentine's Day ou o White Day e também porque todos consomem bastante...
Por lá não há ceias em família, nem almoço natalino ( *exceto os católicos como comentado anteriormente). O que há de tradição é comer frango frito e bolos decorados, que geralmente são logo encomendados no mês de novembro!

Apesar do Natal  no Japão não ser comemorado da mesma forma que no Brasil, por influência de estrangeiros, com o passar dos anos mais e mais japoneses tem demonstrado muito interesse em entender o real significado da data!

Para concluir, trouxe um vídeo onde a nossa querida Hiroko mostra exatamente algumas coisas que acabamos de falar sobre o Natal no Japão, espero que gostem =) :

11 de dez de 2012

Hitodama

 

Para você que costuma assistir animes ou mangás que abordam o tema de espíritos e youkais, a imagem acima não é nada estranha não é verdade!? 

A imagem acima ilustra a  (Hitodama - 人魂, ひとだ- alma humana). De acordo com a mitologia japonesa, a Hitodama é representada na forma de grandes bolas de fogo flutuantes, de cor azul-claro. Ela pode ser vista pouco antes de uma pessoa morrer, quando o corpo está se tornando enfraquecido!

As Hitodamas normalmente são inofensivas, mas há também as que podem torna-se agressivas, principalmente quando a pessoa foi morta acidentalmente ou assassinada. Mas geralmente elas são retratadas como almas dos seres humanos infelizes que não consegem encontrar a paz depois de morrer.

E está lenda surgiu por causa dos gases flourescentes que podem ser visto nos túmulos dos cemitérios!
Fonte: otakulife1

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...